Universo Online
Web Sites
Pessoais

REPRESA

A volúpia subversiva da tempestade
Sacode os flancos e arrasa os sonhos pueris
Represada entre frágeis paredes
Das mesmices do cais
Maldito cotidiano!
Só abençoado nos infinitos dias de paixão
Ele dilacera, arrasa, destroi o clausuro, a falsa paz
Não existe no espelho de um coração
A convivência pacífica de dois corpos
Sem reciprocidade
Empenham-se os defuntos em se deixarem tragar pelos vermes
Empestar, com sua amargura, o tênue ar que lhe resta no catre
O raio de sol rasga, penetra em única fenda disponível
Esperança desapercebida pelos mortos
Que se arrastam na teia soldada
E não sentem a proximidade da primavera.

Dalexe Mota

POETAS


HOME